O design que aponta para o futuro não nasce apenas da forma, mas da maneira como ideias, culturas e processos se cruzam. Em 2026, uma nova geração de estúdios e designers redefine o papel do objeto: menos produto isolado, mais narrativa, atmosfera e posicionamento cultural.
Entre o artesanal e o digital, entre o gesto autoral e a função, esses criadores operam em territórios híbridos, onde materialidade, identidade e contexto são indissociáveis. A seguir, alguns nomes para manter no radar.
AH·UM Studio
Com base em Los Angeles, o AH·UM Studio trabalha o design como experiência sensorial. Suas peças parecem traduzir som em matéria, móveis que carregam ritmo, pausa e textura. Madeira, tecido e azulejos se combinam em composições lúdicas, quase narrativas, onde o objeto deixa de ser estático e passa a ser percebido como presença.
Andrés Reisinger
Radicado na Espanha, Reisinger explora a fronteira entre o digital e o físico. Suas criações frequentemente nascem como imagens oníricas, circulam no imaginário virtual e, só então, se materializam. O resultado são objetos que desafiam a percepção tradicional do design, questionando o que é real, tangível e desejável na cultura contemporânea.
ASSIMPLY
A partir de Portugal, o estúdio ASSIMPLY aposta na força da estrutura essencial. Suas peças são diretas, claras e honestas, onde forma e função coexistem sem ruído. É um design que não busca excesso, mas presença. Silencioso, preciso e profundamente contemporâneo.
Salù Iwadi Studio
Sediado entre Lagos e Dakar, o estúdio nigeriano constrói seu trabalho a partir da memória cultural e do artesanato. Técnicas tradicionais são reinterpretadas em formas atuais, conectando narrativas locais a uma visão global. O objeto surge como portador de história, identidade e continuidade cultural.
Toogood
Com base no Reino Unido, o estúdio liderado por Faye Toogood transita entre arte, moda e design. Suas peças são escultóricas, intuitivas e carregadas de personalidade. Ao questionar os limites do mobiliário funcional, Toogood propõe um design mais livre, expressivo e autoral.
Luisa Attab
Designer brasileira, Luisa Attab investiga a relação entre forma, corpo e materialidade. Seu trabalho transforma o objeto em experiência sensível, onde textura, peso e gesto dialogam com o usuário. Mais do que função, suas peças exploram vínculo, percepção e presença.
Esses designers não apontam apenas tendências formais. Eles revelam novas formas de pensar o design como linguagem cultural.