O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu encerrar o ciclo de altas iniciadas em setembro de 2024, mantendo a taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar desde julho de 2006. A decisão foi unânime entre os diretores do Banco Central e segue em linha com as expectativas do mercado, conforme pesquisas como a do News Reuters.
O Copom justificou a decisão destacando que a inflação ainda está acima da meta de 3%, com pressões persistentes nos núcleos de preços, e que o cenário externo se torna mais incerto em razão da intensificação do “tarifaço” americano e da conjuntura fiscal brasileira. Apesar da desaceleração parcial na atividade econômica e de sinais de moderação na inflação, o comitê enfatizou a necessidade de manter a política monetária restritiva para garantir a convergência da inflação ao longo do tempo Banco Central do Brasil.
Além disso, o Copom adiantou que pretende manter a taxa inalterada por um período prolongado para avaliar os efeitos acumulados das altas anteriores. Segundo o comunicado oficial, ajustes futuros poderão ser feitos, mas apenas se o cenário exigir — reforçando que os juros continuarão elevados até que expectativas de inflação estejam ancoradas.
Em resumo, a decisão reforça um cenário de vigilância ativa por parte do Banco Central. Mesmo com sinais de estabilidade parcial em alguns indicadores, o Copom optou pela cautela diante da persistente incerteza global e das fragilidades fiscais internas, sinalizando que a Selic permanecerá em patamar elevado até que os riscos inflacionários estejam sob controle.