Na última quarta-feira, (11), o comitê de políticas monetárias, COPOM, decidiu unanimemente por elevar a Selic em um ponto percentual, alcançando a marca de 12,25% ao ano.
A decisão ousada, se deve ao fato de o Comitê avaliar que o cenário externo
permanece desafiador e segue exigindo cautela por parte de países emergentes.
O Copom justifica que a alta da inflação no país também foi um fator para a aceleração da Selic, em vista do aquecimento da economia do país e o aumento da oferta de emprego que podem vir contribuir para a alta na inflação, se não acompanhados de medidas de controle das contas públicas.
“Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo, com destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre, que indicou abertura adicional do hiato. A inflação cheia e as medidas subjacentes têm se situado acima da meta para a inflação e apresentaram elevação nas divulgações mais recentes”, escreveu o comitê.
Neste mesmo comunicado o Comitê ainda prevê novos aumentos de 1 ponto percentual nas próximas duas reuniões –em janeiro e março do ano que vem.
“Diante de um cenário mais adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões. A magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.”, notou o Comitê.